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— O que você estuda? — Tudo.

Posted by Érika on Feb 2, 2015 in A gente aprende

Quando conhecemos pessoas novas, invariavelmente vem a pergunta:

— O que você faz?

Num piscar de olhos, avalio quais as possibilidades para saber o que responder. Grosso modo, essa avaliação seria como decidir entre ter que explicar para sua avó toda a gama de atividades que você faz online (e você pensa em Tumblr, Facebook, Twitter, notícias, streaming, MMORPG, Youtube — sabe-se lá mais o que vocês andam fazendo por aí) ou resumir em: “vi na internet”. Às vezes, digo que sou intérprete e a pessoa me olha com cara de “cuma?”. Resolvo explicar e acho que confundo mais do que explico, sendo que (muitas vezes) aquilo não vai fazer a menor diferença na vida da pessoa. 😛

Digressões à parte, quase sempre respondo que estou terminando o mestrado, já esperando pela fatídica pergunta:

— O que você estuda?calvin

Aí, meu filho, o bicho pega. Tenho vontade de dizer:

— Tudo. Tuuuudo! Tudinho mesmo. TU-DO!

Não digo porque tenho medo que me achem mais louca.

Nas últimas semanas tenho estudado com muito mais afinco, porque eu e uma colega decidimos puxar uma à outra, no melhor estilo “reboque”. Tem sido uma mão na roda, já que muito raramente nossas preguiças se combinam (que burras!), então nosso carro atolado tem conseguido andar. Organizadas que somos (hahaha), temos uma lista de coisas a serem estudadas. Não são assuntos da parte técnica do curso, digamos assim. Normalmente, são temas de conhecimento geral e/ou atualidades. Eles nos fizeram perceber que:
(   ) a. dormíamos muito nas aulas da escola;
(   ) b. nossa memória não presta;
(   ) c. não aprendemos é nada;
(X) d. TODAS AS ANTERIORES.

Começamos, lépidas e fagueiras, com o conflito árabe-israelense. Batido, né? Pois. Via na TV e “ah, é aquela parada lá, beleza”. Se me pedisse para explicar, lá vinha a gagueira seguida de um “acho que” ou “sei lá”. Decidimos que era hora de acabar com isso. Bons intérpretes devem ser muito bem informados.

Começamos. Estuda daqui, escarafuncha dali, encontramos o HAMAS. E surgiram as dúvidas sobre o grupo. Vasculha os quatro cantos da Internet para saber mais…

A questão é que o mundo não para enquanto a gente está ali, queimando a mufa para acompanhar. Pipocam assuntos a todo momento: ISIS, Boko Haram, Je suis Charlie, ebola, Rosetta… Basta sentar para ler as notícias e surge uma série de porquês a saracotear na nossa mente. A lista só cresce.

calvin_estudar

Really?! Really?!

 A sensação é de que nunca vai ser o bastante; de que, por mais que estudemos e nos dediquemos, sempre haverá uma variedade absurda de temáticas que nos serão completamente alienígenas. E é para ser assim mesmo. Não há condições de abarcarmos todo o conhecimento disponível no mundo. Sempre vai ter o que absorver, seja coisa nova, antiga, antiga com cara de nova e vice-versa.

Quando penso na dimensão do que ainda há para aprender, me sinto pequena e praticamente carrego todo esse peso nos ombros. Dá vontade de largar de mão. “Pra quê? Nunca vai ter fim mesmo.”

Não é para ser assim. A certeza socrática do “só sei que nada sei” deve servir como incentivador da busca, da inquietação pelo saber, da sede por informação. É preciso estudar sempre. E muito. E de tudo. Ainda que seja um pouco. De preferência, muito. De preferência, tudo. Se não der (e já se sabe de antemão que não vai dar), tudo bem. O que importa é não parar de tentar.

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Não são “só” 500 Obamas

Posted by Érika on Nov 20, 2014 in A gente aprende, Jocosidades

Oi, gente!

Tô há um tempão querendo vir contar umas coisas, mas vocês sabem como é, né? (credo, só faltei começar com “Querido diário…”) 😀

Cheguei da Conferência da ATA tem alguns dias duas semanas. Foi uma delícia conhecer Chicago, rever amigos, passear (e me perder, literalmente) pela cidade. Mais legal ainda foi ver aquele ror de gente zanzando pelos corredores, se apresentando, trocando cartões, compartilhando suas ideias, seus insights. Segundo os números oficiais anunciados ao final do evento, 1.842 profissionais do nosso ramo e das mais diversas nacionalidades se reuniram ali durante os 4 dias do congresso. Impressionante. Gostaria de saber, em números, a quantidade de brasileiros que ali estavam. Pelo que percebi, é uma presença bastante considerável, o que é ótimo para o nosso mercado.

Independentemente de nacionalidade, é fantástico ver toda essa agitação e saber que é em prol da carreira e não (necessariamente) da fuzarca. É claro que houve muita diversão (pelo menos eu me diverti bastante :) ). Tenho certeza que vocês podem imaginar o quanto ( 😛 ), por isso vim contar outra coisa.

“Causo”:

Segundo dia de congresso. Desço para dar uma olhada nos stands, ver o que apresentam, se há novidades etc. Como aconteceu várias vezes, encontrei algum colega pelos corredores e parei para conversar. De repente alguém passa por mim e, empolgada, pergunta:

— Ei, onde pega essa bolsa?

Fiz cara de ué primeiro. Afinal, aquela era a bolsa da 55th ATA Conferece, como temos em tantos eventos profissionais do tipo (aliás, é quase uma tradição… De onde veio isso? Não tô reclamando. Adoro bolsas, brindes, canetas… #acumuladora — vou Googlar). Passados os nanossegundos de surpresa, comecei a responder, solícita:

— Ah, essa é a bolsa que peguei no 1º dia do congresso. Você passa ali na…

Parecia que eu tinha xingado a moça.

— O quê? Essa é a aquel bolsa de U$500.00?! Ok, obrigada.

Fiz cara de ué + cara de gansa. “Como assim $500.00?!”

Expressão ótima usada pela minha amiga Min.

Fiquei chocada ao descobrir que paguei tão caro naquela bolsa. Como pude? Nem é Chanel ou Hermès…

Depois de mais alguns nanossegundos de confusão mental,  lembrei que não sou (tão) leviana assim. Primeiramente porque não paguei tudo isso. Fui organizadinha, me inscrevi antecipadamente e, portanto, tive desconto. Segundo: não paguei pela bolsa. Ok, indiretamente, sim. Mas se não tivesse a bolsa tudo bem (não teve bloco ou caneta dentro dela, nem por isso morri. Chorei no cantinho, mas tô viva), já que meus objetivos ali eram outros.

Eventos profissionais costumam ter valores que podem passar despercebidos se você está muito atrelado ao valor pecuniário. É um lugar para se mostrar, estabelecer novos contatos e reavivar antigos. É um excelente termômetro para ver como anda o mercado, o que outros colegas têm feito por aí. É onde se sacoleja o cérebro para a adoção de novas tecnologias, novos setores em que tenha interesse… A lista é imensa. É por isso que ir a pelo menos um evento desse tipo por ano (ou a cada dois, que seja) devia ser parte da nossa programação financeira. É plenamente possível. É alimentar a nossa galinha dos ovos de ouro.

Se você não consegue enxergar um pouquinho além, acaba virando causo em blogs por aí.

P.S.: aparentemente, a moça enxerga os benefícios que listei, só não acha justo pagar por eles. Entendem o disparate?

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Autodidatismo não é pra mim

Posted by Érika on Jul 30, 2014 in A gente aprende

Hoje tive uma epifania (sempre quis usar essa palavra, ha!): me dei conta de que não posso ficar sem frequentar cursos. Não digo estudar porque, particularmente, acabo estudando todos os dias. Dos assuntos mais úteis e práticos aos mais desimportantes e fúteis, afinal arrumei uma profissão que justifica (e alimenta!) toda minha curiosidade. Não é raro me ver Googlando coisas no meio de conversas aleatórias por conta de uma urgência em confirmar informações e sanar dúvidas.

Apesar de toda essa avalanche de informações com as quais me deparo no dia a dia, admito não ter disciplina e senso organizacional suficientes para manter uma rotina de exercícios e treinos. Acabo deixando para depois, para amanhã, semana que vem, próxima encarnação… Isso sem falar na Internet, que me enfeitiça rotineiramente e, de mãos dadas, me leva por longos passeios pelos submundos do besteirol e da jogatina. A poção contra essa magia é ter o compromisso de frequentar aulas. Um santo remédio.

Você pensa: “Poxa, já paguei. O professor tá esperando. Tenho que ter algum resultado”. Como um guincho, o compromisso te leva a galgar outros passos, a fuçar, a mexer. O fazer exercícios ou leituras para a aula/prova te faz reavaliar conceitos, angariar novos, repaginar os antigos. Como se isso não fosse suficiente, ainda tem a troca de experiências com colegas e professores, muitas vezes despretensiosa, enquanto toma um café.

A internet nos dá autonomia para que façamos muitas coisas sozinhos e isso é fabuloso (diz aquela que usa o serviço de voz do telefone como último recurso meeeesmo). Porém, reconheço que há situações em que o convívio é fundamental. Canalizar o que se deseja aprender é uma delas.

 

 

 
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É óbvio (?)

Posted by Érika on May 22, 2014 in A gente aprende

Trabalhar com interpretação e tradução é extremamente enriquecedor. Todos os dias vários universos são inseridos no nosso mundinho pessoal  — ainda que superficialmente — graças à labuta diária, afinal nossa função é tentar compreender o cerne daquela informação e trasladar para um outro idioma da maneira mais completa possível.

Devido a alguns acontecimentos rotineiros mais recentes, me dei conta do quanto sei sobre assuntos diversos, estanques, embora haja uma série de áreas complementares. Fazem parte das tarefas pertinentes ao dia a dia de um profissional autônomo fazer a contabilidade, a cobrança, o gerenciamento de projetos, o marketing pessoal… Ao tradutor ainda cabe ter uma boa noção de informática, pois Murphy anda sempre rondando.

translator

Visto no site da Michelle Santiago

Até aí tudo bem (ui, ela é espertinha). O que me preocupou, porém, foi notar que me peguei pensando “mas como ele(a) não sabe disso?!” com uma certa frequência.

O óbvio não existe como uma entidade em si. Ele depende das experiências vividas, do conhecimento adquirido. Ou seja, é totalmente variado, afinal todos temos histórias de vida diferentes. É fácil de visualizar quando a gente pensa em uma criança. Os pequenos não acham nada demais ficar esperando coladinhos na porta do elevador. Até alguém abrir a porta com tudo, claro. Às vezes ouço os responsáveis dizendo “Mas menino, tu não tá vendo que a porta vai abrir?”. Não, não está, afinal ele não tem experiência para isso. Ou não tinha. 😀

Claro que é possível trabalhar com a “setorização da obviedade”, digamos assim. Eu explico. Se você for um cozinheiro, é óbvio que conhece um tomate, afinal ele deve integrar o conjunto de itens empregados cotidianamente. Portanto, o “mas como ele(a) não sabe disso?!” parece caber bem, caso alguém alegue desconhecer o fruto do tomateiro. Mas e se fosse um tomate ligúria? E mais: se fosse uma cozinheira do interior ou de algum bairro menos abastado? Pois é.

Para o nosso mercado, saber usar o Word é óbvio (e acho que disso ninguém discorda). Mas será que dá para ir muito além disso? Acredito que não. Apesar do muito que aprendemos, há todo um universo de desconhecimentos lá fora que certamente são obviedades para muitos.

P.S.:
1. Cogitando criar um mantra para ver se internalizo isso.
2. É óbvio que açaí só é bom puro e não combina com granola 😉

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Viva São Jerônimo!

Posted by Érika on Sep 30, 2011 in A gente aprende

Para comemorar, proponho que façamos algo diferente, abramos horizontes, busquemos novos pontos de vista. Para quê? Para eu poder ter assunto para escrever aqui, ora. 😀 Não sou candidata a nada, mas conheçam minha proposta. 😉

Todos nós consumimos tradução. Nosso dia-a-dia está repleto de produtos, atividades, sites que precisam vir em um idioma que conheçamos. E, como todos devemos saber, é uma das profissões mais antigas do mundo (eu disse “uma das mais antigas” :P). Só temos acesso ao grande arcabouço literário atual graças a este dileto ofício. Ou você achava que Platão escrevia em português?

O que talvez pouca gente perceba é que todos somos tradutores. Traduzimos incessantemente e nem nos damos conta. São símbolos, cores, gestos, expressões… Qual namorado/marido que, ao perguntar à namorada/esposa qual era o problema e ouvir um “nada” gelado como resposta, não pensou “ih, vem chumbo grosso aí!”? Qual mulher que, ao escutar um “minha querida” vindo de alguém que mal conhece, não entendeu que ali cabia uma penteadeira de sarcasmo e/ou falsidade? Quem nunca esteve no trânsito e avistou um amigo a certa distância e entendeu – achando até natural – quando este amigo colocou a mão fechada na orelha, apenas com o mindinho e polegar abertos? Chega a ser banal. Mas me diga uma coisa: você entendeu, pelo gesto, que o amigo vai te ligar ou quer que você ligue para ele. Você chegou a ficar preocupado com as palavras que ele balbuciava, mas que só servem para parecermos lesados (o pior é que todos nós fazemos isso, ha!)? Bom, aposto que não.

Ninguém fica se martirizando com as pequenas informações que perdemos ao longo das traduções rotineiras. E é aqui que eu queria chegar. Em vez de pensarmos “o filme é ótimo, mas a legenda estava horrível. O cara falava um monte e só aparecia uma legenda”, que tal focarmos em tudo o que conseguimos entender por causa dela? Que tal ficarmos satisfeitos em entender quando o intérprete fala “fulano abriu o paciente” e não ficarmos chocados e presos à questão do “nossa! Ele não conhece nem a palavra incisão”?

Essa é minha proposta neste dia comemorativo: não nos prendamos às perdas do movimento tradutório inerente às nossas vidas. Elas ocorrerão, mas serão uma pequena parte do processo. Vamos nos ater ao que de fato importa, ao que compreendemos e entendemos graças a ela.

Viva São Jerônimo!

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A qualidade depende do material entregue

Posted by Érika on Jun 14, 2010 in A gente aprende

Ouvi isso de um colega, intérprete, que na véspera havia me escalado para trabalhar em um grande evento médico, ocorrido naquele fim de semana. Eu estava preocupada, pedindo mais informações, pois seriam diversas salas tratando sobre diferentes temas relacionados à ortopedia e – obviamente – queria me preparar da melhor maneira possível. Tenho que admitir que o colega conseguiu completar sua missão: fiquei mais tranquila.

Nunca tinha pensado dessa maneira. Talvez não de maneira tão objetiva. Pode parecer desculpa esfarrapada – para quem não entende do riscado – mas o cliente é até mais responsável do que eu pelo sucesso da tradução/interpretação. Primeiro, na escolha do profissional. Nenhum tradutor bate à porta dos clientes perguntando:

-E aí, vai uma traduçãozinha hoje? Tá fresquinha, acabei de fazer!

O cliente nos procura. E é nesse momento que ele exerce sua influência, dando um grande passo para a qualidade final – ou não – do trabalho: se optar pelo orçamento “mais baratinho”… bom, aí não resta dúvida sobre o futuro desse texto. Qualidade tem seu preço. É claro que não é todo mundo que pode comprar um carro de luxo, mas você também não precisa adquirir um carro popular, caindo aos pedaços, cheio de furos na lataria.

Porém, é importante deixar claro que não há milagres. Mesmo o mais caro carro de luxo vai ter seu desempenho comprometido em uma estrada esburacada. Obviamente, a viagem será mais confortável do que se for feita por aquele carrinho caindo aos pedaços, com menos recursos. Isso sem contar outra variável importantíssima: tempo. Se você tem que correr para entregar o serviço, certamente terá que sacrificar mais do que uma noite de sono (mas não é essa questão central hoje).

No campo da interpretação, isso é bem claro. O cliente lhe contrata, diz a área do evento (“Ah, é sobre administração…”) e só. Às vezes não diz nem o nome da conferência. No meio tempo entre a contratação e o evento, você implora, desesperado por mais material, maiores informações. Chego até a visualizar o cliente revirando os olhos, me achando mala. Depois de muita perturbação, você consegue um arquivo em .ppt – que, às vezes, nem é daquele evento! O que será que eles esperam? Que além de ouvir em uma língua e falar em outra, ao mesmo tempo, nós ainda tenhamos bola de cristal? Desculpa, querido. Já encomendei a minha mas ainda não chegou. Ou será que esperam que saibamos tudo sobre todos os temas, nos diversos idiomas?

Portanto, prezados clientes, tenham sempre em mente que fazemos nosso trabalho da melhor maneira possível. O resultado, contudo, dependerá diretamente da qualidade (e quantidade, para a interpretação) do material entregue.

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Por onde começar

Posted by Érika on May 11, 2010 in A gente aprende

Todo mundo acha o máximo ver o próprio nome na primeira página de um livro, nos créditos de um seriado famoso ou na tela da tevê, em destaque, ao fazer a tradução simultânea de um discurso do Obama. Só que ninguém para e imagina o tempo de estudo, a preparação, a dedicação necessária para chegar lá com boa qualificação. – Renato Motta.

A citação acima poderia ter sido retirada de um livro ou de um periódico, mas não foi. Sabe onde busquei? Adivinha. No Orkut. É, no Orkut.

A maioria das pessoas acha que o Orkut é uma bobagem, um lugar onde os usuários desperdiçam horas a mexericar a vida alheia, postar fotos, criar comunidades esdrúxulas e afins. Tá, confesso, também pensei assim um dia. Até que percebi que sabia muito pouco sobre tradução/interpretação. Mas onde eu poderia achar os colegas? Eles se encontram? Estão lá, dentro das editoras? Como faço para saber um pouco mais? Tive então a brilhante ideia de buscar algo na tal rede de relacionamentos. Como diz minha mãe, quem procura, acha. Achei isso aqui.

A 50302 (como os membros a chamam) é riquíssima! Quanto ao conteúdo, só as FAQs já trazem temas essenciais para iniciantes (e veteranos). Além disso, é muito provável que a sua dúvida já tenha sido discutida por lá, mesmo ela não sendo tradutória: falamos de tudo! Gatos, cinema, livros e, principalmente, COMIDA. Além disso, é uma enorme vitrine. De lá podem sair grandes contatos profissionais e até mesmo colegas e amigos. Acredite: alguns dos meus amigos atuais vieram do Orkut (é meio difícil explicar isso às vezes).

Portanto, se você é ou pretende ser tradutor ou intérprete (ou se interessa pelo assunto) e ainda não faz parte da Tradutores/intérpretes BR, se apresse. Tem tanta coisa para ler… Aliás, o que me levou a escrever esse post foi o tópico que vi essa semana, sobre abraçar a nova profissão, adquirir experiência, remuneração e afins. Só não esqueça das regras da boa educação. É uma casa nova com moradores já antigos. Por isso, vale lembrar: não chegue abrindo a geladeira. Entre de fininho, conheça as regras da casa e então aproveite.

Passa lá e me diz o que acha. 😉

 
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Pense demais e não aja.

Posted by Érika on May 10, 2010 in A gente aprende

Não quero fazer apologia às ações descabidas, tomadas no calor do momento, sem o mínimo de ponderação, mas acabo de constatar isso.

Assumi o compromisso (aqui mesmo) de fazer posts sobre o Congresso da Abrates. Queria tê-lo feito durante o evento. Pensei nos temas, separei mentalmente por categorias mas, por questões técnicas, não consegui. Decidi, então, que faria anotações e na volta redigiria os posts. Aí Murphy entra em ação: trabalhos se atropelam, a internet some, pendências domésticas pipocam a todo momento… Lá se vão algumas semanas sem poder escrever, mas continuei pensando nos tais posts.

Pensei bastante, tive várias ideias legais, mas… e o resultado, cadê? Ficaram no mundo de Platão. De que adiantou? Talvez eu devesse ter usado as primeiras ideias, feito os rascunhos, quem sabe assim não houvesse alguns resultados práticos, não é?

Por outro lado, isso serviu de lição. Recebi fechada no trânsito? Vou pensar bastante na represália. Vontade de comer coisas bem engordativas? Pensarei em todas as combinações possíveis. Namorado reclamou porque atrasei 20 minutos? Vou pensar, pensar, pensar…

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