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Congressando…

Posted by Érika on Jun 28, 2013 in Novidades, Vi por aí...

Depois de uma temporada (e que temporada!) de congressos e conferências, eu voltei. Foi um período e tanto! Revi e abracei amigos, conheci novas pessoas, aprendi um monte.

Minha ideia era gravar coisas interessantes que marcaram as diversas conferências e postar a cada dia no Tradcast, mas a gente viaja e fica muito difícil aproveitar o evento com qualidade e trabalhar ao mesmo tempo. Achei mais justo curtir o que pudesse e depois fazer um apanhado geral do que vi. 🙂

O primeiro da lista foi o Congresso da Abrates, no fim de maio. O programa foi bem rico, com várias opções de palestras concomitantes (despertando aquela vontade de estar em dois locais ao mesmo tempo…) e algumas inovações interessantes. Acho que memorável é o adjetivo perfeito para defini-lo.

Depois disso, meu destino foi Reston, pertinho de Washington, para o Interpret America Summit. É um evento exclusivamente sobre interpretação. Foi bem interessante em alguns aspectos, mas acho que cheguei com muita expectativa (além de ter acabado de vir de um evento maravis, né?). De qualquer forma, foi meu primeiro congresso profissional no exterior e há pontos altos a serem destacados, como a palestra de abertura com Michael Hyatt. Aliás, acho que consegui boas anotações dela, podendo dar um relato mais completinho. 🙂

Encerrando a maratona, fui a Toronto prestigiar o Critical Link. Taí uma conferência que me surpreendeu positivamente. Decidi ir porque uma amiga ia e tcharam! Curti muito. Embora aborde principalmente a interpretação comunitária, as palestras e discussões foram muito ricas, levantando questões e me fazendo pensar em outras possibilidades.

É, tem bastante coisa.  Volto em breve, falando de cada uma mais detalhadamente. Até lá!

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Rapidinha

Posted by Érika on Nov 3, 2010 in Vi por aí...

Tenho tanta coisa para falar e pouco tempo para escrever. Por isso aproveitei a folguinha e vim compartilhar uma texto bacanudo da Thays Mielli, sobre as cobranças sentimentais dos “amigos”. Me identifiquei demais com ele. Todo mundo já passou por isso…

Em breve eu volto, prometo.

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Tempos modernos

Posted by Érika on Sep 15, 2010 in Vi por aí...

Estou eu aqui, em Itacuruçá, trabalhando em um evento sobre malária. Apesar do cansaço e da beleza do lugar, resolvi escrever um post para o site – tenho que aproveitar a vontade, senão esqueço, ha! Mas, acreditem se quiser, não vim falar sobre a conferência e suas peculiaridades. Bom, pelo menos não ainda. Vim compartilhar um aplicativo para Mac que encontrei, ha! Como estou metida, hein? Nem bem comprei o meu primeiro computador da Apple e já resolvo compartilhar um pedacinho da “Maçã”. 🙂

Para quem não sabe, quando trabalhamos nesta área, estabelecemos turnos de 10, 20, 30 ou mais minutos, conforme decisão da dupla. E para isso, usávamos o bom e velho cronômetro, papel e caneta, registrando de quem seria o turno seguinte. Pelo menos era assim que eu estava fazendo. Eis que, de repente, percebo que minha amiga e parceira de cabine neste evento, Marcelle Castro, não fazia o mesmo. Estranhei. Um pouco depois reparei que ela usava um cronômetro pequenino na tela do seu netbook. Adorei. Invejei. E pensei: não há nada que o Windows faça que o Mac não faça melhor (essa frase nem é minha, mas não lembro o autor para poder dar os devidos créditos. Não disse que estava muito metida?).

Pesquisei no Google e achei um aplicativo gratuito, bem pequeno, discreto e eficiente. Thyme é o nome do bichinho. Uma graça e está descrito aqui, mas me chamou a atenção o fato dele ser gratuito e rodar na barra de tarefas.

Olha como ele é bonitinho:

Minha vida ficou muito mais simples. Fácil de lidar, bem completo e ainda registra os ciclos de trabalho, com a data e a hora, auxiliando e um possível controle da produtividade em um possível trabalho de tradução escrita – que ainda vou testar e ver se funciona. Quer experimentar? O site original, em inglês, você encontra aqui.

Acabou o papelzinho, fazer continhas dos minutos e a falta de praticidade na contagem do tempo. #win \o/

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Trabalho na terrinha

Posted by Érika on Aug 10, 2010 in Vi por aí...

Taí uma coisa que não consigo sempre: trabalhar na minha terra. Adoro juntar a fome com a vontade de comer. É trabalho, mas, ao mesmo tempo, é rever a família, relembrar minhas raízes, sentir sabores peculiares, ganhar colinho de mamãe… Ou seja, é muito mais prazer do que trabalho e ainda recebo por isso :). E neste mês de julho deu para conciliar tudo.

Fui a Belém a passeio. Passagens compradas, programação feita (ué, ficar de bobeira no sofá da mãe também precisa ser programado, ora essa) e, quando menos espero, surge um evento, exatamente no período em que estaria por lá! É bom? Não. É ótimo! Mas acho que o melhor mesmo foi o que pude ver por lá.

Achei que ia chegar, fazer o meu trabalho, conhecer alguns colegas e me inteirar um pouco mais sobre a interpretação no Pará (acho que já disse aqui que só descobri que tinha um certo mercado de tradução e interpretação local quando vim para o Rio de Janeiro… Sim, sim, ignorância minha. *suspiro*). E para minha surpresa, foi muito mais do que isso.

O evento era o Congresso Mundial da Idea 2010, nos moldes do Fórum Social Mundial, de tamanho semelhante também (um pouco menor, mas ainda assim, bastante grande. O tema do evento, “Viva a diversidade viva”, era intensamente compartilhado.  A interação entre os mais diversos povos (índios, europeus, latino-americanos…) ocorria em palestras, oficinas, apresentações teatrais e nos SIGs (Special Interest Groups – grupos de interesse específico, que tinham um tema principal para nortear suas discussões). Fui alocada em um desses SIGs. E o tema do meu SIG era… tradução! Quatro dias interpretando sobre tradução, interculturalidade, avaliando questões e desafios do processo. Não bastasse tudo isso, ainda fui convidada a expor os desafios encontrados no meu dia a dia (o público ali presente era composto em grande parte por professores, atores, escritores etc. que usam a tradução como ferramenta em seus trabalhos – os mais variados – de inclusão social. Não era um grupo de tradutores falando sobre o tema). Ali eu me dei conta de como gosto de falar sobre a profissão que abracei (é por isso que eu tenho um blog, né? Pois é, parece óbvio, mas às vezes sou meio lerda, relevem).

É claro que nem tudo foi assim tão belo. Houve algumas dificuldades técnicas – até mesmo por conta da dimensão e da dinâmica do evento – mas os pontos positivos foram tão maiores, que não convém sequer lembrar.

Só sei que voltei deste evento motivada, feliz por ver que Belém está amplianda suas possibilidades, investindo no setor de eventos, o que vai representar melhorias na cidade e maiores possibilidades de trabalho por lá. Queria ter tido tempo e a ideia de ter registrado o evento por fotos, mas contentar-me-ei (amo mesóclises!) com o aprendizado. 🙂

Isso porque este seria um post curtinho… Sei…

Assim que tiver uma fotinho e a autorização de quem está nela, atualizo aqui.

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A Copa e os intérpretes

Posted by Érika on Jun 23, 2010 in Vi por aí...

A Copa do Mundo já vei se encaminhando. Terminando a primeira fase, depois de muita “zebra”, as seleções já começam a se destacar na busca pelo título. Enquanto Alemanha, Argentina, Brasil (entre outras) marcam os adversários, tentando chutar para escanteio os riscos de não colocar a mão no caneco, as equipes mais fracas – ou mais azaradas – vão ficando pelo caminho (Adieu,  “Les Bleus”!).

‘Tá, Érika, mas ninguém veio aqui atrás de informações esportivas’. Apesar de agradecer a presença, tenho que concordar. A questão é que, apesar da euforia da maioria dos brasileiros em relação a este esporte que movimenta massas (eu mesma sou fã), tem uma camada da sociedade que está bastante inquieta, torcendo pelo fim do torneio: os intérpretes.

É fato: os eventos sumiram, os clientes não nos procuram, nossos telefones não tocam. Quer dizer, tocam sim:

-Oi, tudo bom?

-Tudo e você?

-É, tudo indo. Tem pintado evento?

É assim… O marasmo é tanto que a gente começa a achar que está na geladeira e sai ligando para os colegas a fim de descobrir se está mesmo.

A boa notícia é que está acabando (11/07). Outra boa notícia é que a próxima só daqui a 4 anos e, para fechar com chave de ouro, será no Brasil e esperamos ter muito trabalho girando em torno dela. 😉

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Poética do Traduzir

Posted by Érika on Jun 21, 2010 in Novidades, Vi por aí...

Adoro quando surgem novidades no campo tradutório. Daí vim correndo compartilhar a novidade! \o/

No dia 22/06/2010 será lançado o livro “Poética do Traduzir”, de Hénri Meschonnic, com tradução de Jerusa Pires Ferreira e Sueli Fenerich.Poética do Traduzir Fiquei sabendo pela lista “Tradnorte” e o comunicado veio acompanhado do seguinte texto:

O lançamento será acompanhado de debate com Álvaro Faleiros (USP), Jerusa Pires Ferreira (USP & PUC-SP) e Alain Mouzat (USP).

3a feira, 22 de junho, 18h30 – 21h30, Livraria da Vila, R Fradrique Coutinho 915, Vila Madalena. Tel: 3814 5811

Polêmico e rigoroso em suas críticas, Henri Meschonnic revisa a história da tradução na Europa, continente em que traduzir significou o apagamento das diferenças. Perpassa crítica e criação literária, psicanálise, linguística e filosofia num trabalho de conjunto, não para discutir o que a linguagem *diz*, mas o que ela *faz*. Em *Poética do Traduzir*, que a editora Perspectiva traz em sua coleção Estudos, ele analisa o ato de traduzir e seus resultados; visa o ritmo como força irredutível à métrica formalizadora, porque vem do corpo, da voz, do gesto, de toda organização do movimento no discurso. Na leitura da *Bíblia*, o ritmo sabota dicotomias de pensamento como verso e prosa, sentido e forma etc. Meschonnic protagoniza a descoberta de uma política e de uma ética em que a tradução desempenha papel transformador do pensamento e da linguagem. Pesam as diferenças linguísticas, culturais e históricas: traduzir entrevê energias secretas que, por vezes, pode-se nomear alteridade.

*Henri Meschonnic*, teórico da linguagem, da literatura, da tradução, com uma visão rigorosa e inovadora nesses campos de estudo, professor de linguística e literatura em Paris viii, foi um dos fundadores do Centro Experimental de Vincennes e promoveu uma linha de trabalhos desenvolvida como “Disciplinas do Sentido” na Escola Doutoral. Dentre suas maiores contribuições no domínio da tradução, salienta-se a sua versão do *Antigo Testamento*, que, em seu labor de mestre, converte-se não apenas em um terreno de experimentação, como em uma rica seara de descoberta poética.”

Estou bastante curiosa e já adicionei o livro à minha lista de desejos.

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Chuvinha particular

Posted by Érika on Jun 9, 2010 in Vi por aí...

Sabe aqueles dias em que o céu está azul, o sol tem aquele calorzinho gostoso, os pássaros cantam e você tem logo vontade de sair, fazer um passeio num parque, visitar um amigo, etc.? São ótimos, não são? Eu concordo, desde que você não tenha a Tia Dédi no seu pé (não conhece? A tia terrível com seu chicote que vive a nos açoitar? Sorte a sua. A deadline é minha conhecida há tempos…). Dá a maior culpa/preguiça/frustração… ver que muitos estão curtindo o dia e você não.

Seus problemas acabaram: alguém teve ideia de trazer a chuva até, mesmo que lá fora faça um sol de rachar cuca e um calor de matar. Aqui você vai encontrar aquele temporal gostoso e deixará o pé d’água levar toda a sua culpa por ralo abaixo…

O único inconveniente: pode dar sono. Aí a Tia Dédi vai parar de estalar o chicote e vai fazer uso de artilharia. Pesada.

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“I have a passion for languages”

Posted by Érika on Apr 8, 2010 in Vi por aí...

Certa vez ouvi dizer que não há nada mais perigoso do que um tolo com iniciativa. No início achei meramente jocoso, até um pouco ácido. Depois, avaliando com calma (e revendo alguns exemplos muito próximos a mim), percebi há um fundo de verdade. Quando sua mãe se oferece para “dar um jeitinho” no seu escritório (e te deixa perdido por semanas), sua visita resolve lavar a louça do almoço (não é lá muito caprichosa e você tem que refazer o serviço) ou seu tio diz que o filho dele poderia lhe dar “uma ajudinha nesse negócio de tradução” já que ele “entende de Internet e fez até intercâmbio nos EUA”, estão cheios de boa intenção, crentes de que estão lhe dando uma suuuper ajuda. Certo? Pois é. Feliz daquele que consegue arrumar uma maneira de se livrar da encrenca sem magoar ninguém – afinal, eles realmente pretendem ajudar.

Já os que não conseguem… Bom, esses podem estar sujeitos a diversos inconvenientes – como os citados acima – dentre eles, a vergonha:

"I have a passion for languages"

Bom, como ninguém tem a obrigação de entender inglês, eu explico. A cobertura a que eles se referem aqui é o último apartamento de um prédio e não à cobertura de um bolo (icing) ou evento televisivo como a “cobertura das eleições” (nesse caso, o tal do coverage).

A foto foi tirada dentro do elevador do nosso hotel em Porto Alegre e dá para perceber alguns outros problemas de tradução. Esse, porém se encaixa perfeitamente na figura apontada por João Roque Dias em sua palestra de abertura do congresso: o indivíduo que crê que basta adorar idiomas para ser um bom tradutor. Talvez o proprietário do hotel também acredite nisso e sequer suspeite que há algo de errado em seu aviso. Ou quem sabe ele até tenha cogitado solicitar os serviços de um tradutor, mas acabou sendo vítima de um tolo com iniciativa.

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