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Congressando – Abrates (1/2)

Posted by Érika on Jul 3, 2013 in Esmiuçando

**Update:

Queria muito ter feito posts detalhados a respeito das outras conferências que fui, mas não consegui. Percebi que o fato de ainda não tê-las feito me impedia de escrever sobre outras coisas. Vou pular, ok? O que tiver sido de fato marcante, vou tentar abordar de outra forma, com posts individuais (ou sabe-se lá de qual outra maneira possa vir a me ocorrer ;)). Desculpa, gente. E obrigada pela compreensão. 🙂

 

 

Ok, eu não deveria ter demorado tanto para dar meu relato sobre esse evento. Passou só um mês, mas me dá a sensação de chover no molhado, porque muita gente já falou a respeito. Mas vou fazer assim mesmo. 🙂 Na pior das hipóteses, vou corroborar com o belíssimo trabalho feito por amigos queridos.

Como mencionei no post anterior, o Abrates 2013 teve pontos a serem destacados. E é por aí que vou começar.

1. Palestra de abertura no fim da tarde, com coquetel em seguida:

Perfeito! A princípio, pode parecer perda de tempo: “poxa, mas vou ter que ir mais cedo só para ver a abertura? Mais uma diária de hotel, menos um dia de trabalho…”.

Só que se a gente analisar, os benefícios foram bem maiores do que a aparente “desvantagem”:

a) As pessoas puderam viajar em um horário mais decente. Achei um luxo poder sair às 10 da manhã de casa e sem perder nada do evento.
a.1) Por conta disso, foi possível encontrar alguns colegas no já aeroporto e começar a bater papo ali mesmo. 🙂

b) Nós, participantes, estávamos mais ansiosos pela fala inicial, sabendo que depois havia um momento de descontração. Todos muito mais leves, mais atentos, menos dispersos.

c) O coquetel! Ah, o coquetel… Foi ótimo rever amigos, abraçá-los, rir, programar as tarefas do dia seguinte (ok, isso foi o que a gente menos fez), e já conhecer algumas pessoas, mesmo que de vista. Sinceramente, acho que conhecer as pessoas antes do evento — mesmo que de vista — já dá um sentimento de “estar em casa”. Uma delícia. 🙂

2. Cabine para iniciantes:

Eita ideia batuta: um evento profissional de tradução e interpretação dando chance para quem desejasse passar pela experiência dentro da cabine.

Todos podiam participar. Bastava colocar o nome em uma lista afixada na lateral da cabine (ok, teria sido melhor se fosse em outro lugar, porque ter pessoas vendo a lista e/ou escrevendo seus nomes nela acabava distraindo quem estivesse do lado de dentro — e quando não se está acostumado, pode atrapalhar demais, mas isso não tira o brilho da coisa) escolhendo um horário e mandar ver.

Os que aproveitaram a oportunidade, foram acompanhados de perto por profissionais experientes, podendo contar com comentários e observações posteriores. Não é um luxo?

Fiquei muito feliz de poder fazer parte desse momento. Algum tempo atrás, era eu quem estava ali, nervosa, tensa, com pavor de não dar conta. Felizmente, tive quem segurasse a minha mão, me fizesse respirar fundo e seguir em frente. Sou incrivelmente grata por isso e espero ter conseguido fazer algo parecido por aqueles que estiveram comigo durante aquele breve período.

Ressalto ainda que todos os que lá entraram foram muito corajosos. Sim, foi uma senhora oportunidade, mas não fique você achando que é fácil. Tem gente que é mais “casca grossa” para essas coisas, mas segurar o emocional é tão ou mais difícil do que desenvolver a técnica de interpretação simultânea. Além de toda a pressão, ali estavam colegas tanto na escuta (alguns com essa intenção avaliativa mesmo. Normal, mas dá um medão.) quanto nas palestras (alguém lembra do Ricardo Souza dizendo ser um “catamilhógrafo”? :D). É bom por isso. E é ruim pelo mesmo motivo. Portanto, repito: estão todos de parabéns. 😎

Ainda quero falar brevemente sobre as palestras que vi, mas fica para outro post. 🙂

E você? Tem mais alguma coisa a destacar?

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Posted by Érika on May 14, 2012 in Novidades

Voltei.

Muitas coisas se passaram. Até casei. 🙂

Mas agora estou participando de mais um projeto. O blog “Janela Tradutória”. Anos atrás, alguns tradutores amigos começaram um bate-papo coletivo, via Skype. Papo vai, papo vem… Receita vai, receita vem. Termo vai, termo vem… Ixi!

Poderia ficar horas aqui descrevendo tudo o que passa por aquela janela. Porém, em vez de ficar falando, faz mais sentido você ver com seus próprios olhos, não é mesmo? Clique aqui, veja por si mesmo e depois me conte o que achou.

 

O grupo é bem eclético, em diversos sentidos. Há tradutores técnicos, literários, intérpretes, do norte (ha!), sul, sudeste, das mais diversas áreas de atuação. Ou seja, o visual da Janela tende a ser bem abrangente.

 

E, aí, me vi em alguns dilemas:

  1. Mais um projeto. Meu site pessoal quase às moscas. Tradcast parado. Vou inventar mais um projeto? Será que dou conta?
  2. Será que vou ter algo de relevante a dizer? Alguém vai se interessar pelo que resolvi falar? Ok, esse é um dilema velho, mas vale mencionar.
  3. E se eu só falar mais do mesmo? Se acabar caindo sempre naquele mesmo assunto, que todo mundo fala, blá, blázzzZZZzzz…

 

Antes de topa, pensei no assunto — mentira, aceitei de cara e depois que me dei conta desses pequenos dramas — e encontrei algumas respostas:

  1. Quem sabe não acaba me incentivando a botar os outros projetos pra funcionar também? O grupo do Janelão é grande, bastante gente com assunto a contribuir, por isso não terei a pressão de ter que ser “mega inteligente” uma vez por semana :D. Fora que o bate-papo é maneiro, posso até contar com ajuda deles para fazer meu post (sim, já fizeram isso). Fofos! Nhooooin!! <3
  2.  Vou ter que passar a anotar com mais frequência as ideias que tenho quando estou atolada de trabalho (sim, minhas ideias são trolls). Não posso garantir que isso vá tornar meus artigos interessantes, mas pelos menos vou falar o que eu considero relevante. Já é um começo.
  3. Nesse caso, vou precisar me policiar. Afinal, quer coisa mais chata do que gente monotemática? Acaba que vira até aposto…

 

É por isso que dizem que o caos nos faz crescer. No primeiro momento você se desestabiliza, sofre, não sabe se vai conseguir. Depois, se desafia, encara o bicho, e ele vai ficando até bonitinho, praticamente domesticado.

Agora, com licença, vou matar o leão do dia.

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Tempos modernos

Posted by Érika on Sep 15, 2010 in Vi por aí...

Estou eu aqui, em Itacuruçá, trabalhando em um evento sobre malária. Apesar do cansaço e da beleza do lugar, resolvi escrever um post para o site – tenho que aproveitar a vontade, senão esqueço, ha! Mas, acreditem se quiser, não vim falar sobre a conferência e suas peculiaridades. Bom, pelo menos não ainda. Vim compartilhar um aplicativo para Mac que encontrei, ha! Como estou metida, hein? Nem bem comprei o meu primeiro computador da Apple e já resolvo compartilhar um pedacinho da “Maçã”. 🙂

Para quem não sabe, quando trabalhamos nesta área, estabelecemos turnos de 10, 20, 30 ou mais minutos, conforme decisão da dupla. E para isso, usávamos o bom e velho cronômetro, papel e caneta, registrando de quem seria o turno seguinte. Pelo menos era assim que eu estava fazendo. Eis que, de repente, percebo que minha amiga e parceira de cabine neste evento, Marcelle Castro, não fazia o mesmo. Estranhei. Um pouco depois reparei que ela usava um cronômetro pequenino na tela do seu netbook. Adorei. Invejei. E pensei: não há nada que o Windows faça que o Mac não faça melhor (essa frase nem é minha, mas não lembro o autor para poder dar os devidos créditos. Não disse que estava muito metida?).

Pesquisei no Google e achei um aplicativo gratuito, bem pequeno, discreto e eficiente. Thyme é o nome do bichinho. Uma graça e está descrito aqui, mas me chamou a atenção o fato dele ser gratuito e rodar na barra de tarefas.

Olha como ele é bonitinho:

Minha vida ficou muito mais simples. Fácil de lidar, bem completo e ainda registra os ciclos de trabalho, com a data e a hora, auxiliando e um possível controle da produtividade em um possível trabalho de tradução escrita – que ainda vou testar e ver se funciona. Quer experimentar? O site original, em inglês, você encontra aqui.

Acabou o papelzinho, fazer continhas dos minutos e a falta de praticidade na contagem do tempo. #win \o/

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Poética do Traduzir

Posted by Érika on Jun 21, 2010 in Novidades, Vi por aí...

Adoro quando surgem novidades no campo tradutório. Daí vim correndo compartilhar a novidade! \o/

No dia 22/06/2010 será lançado o livro “Poética do Traduzir”, de Hénri Meschonnic, com tradução de Jerusa Pires Ferreira e Sueli Fenerich.Poética do Traduzir Fiquei sabendo pela lista “Tradnorte” e o comunicado veio acompanhado do seguinte texto:

O lançamento será acompanhado de debate com Álvaro Faleiros (USP), Jerusa Pires Ferreira (USP & PUC-SP) e Alain Mouzat (USP).

3a feira, 22 de junho, 18h30 – 21h30, Livraria da Vila, R Fradrique Coutinho 915, Vila Madalena. Tel: 3814 5811

Polêmico e rigoroso em suas críticas, Henri Meschonnic revisa a história da tradução na Europa, continente em que traduzir significou o apagamento das diferenças. Perpassa crítica e criação literária, psicanálise, linguística e filosofia num trabalho de conjunto, não para discutir o que a linguagem *diz*, mas o que ela *faz*. Em *Poética do Traduzir*, que a editora Perspectiva traz em sua coleção Estudos, ele analisa o ato de traduzir e seus resultados; visa o ritmo como força irredutível à métrica formalizadora, porque vem do corpo, da voz, do gesto, de toda organização do movimento no discurso. Na leitura da *Bíblia*, o ritmo sabota dicotomias de pensamento como verso e prosa, sentido e forma etc. Meschonnic protagoniza a descoberta de uma política e de uma ética em que a tradução desempenha papel transformador do pensamento e da linguagem. Pesam as diferenças linguísticas, culturais e históricas: traduzir entrevê energias secretas que, por vezes, pode-se nomear alteridade.

*Henri Meschonnic*, teórico da linguagem, da literatura, da tradução, com uma visão rigorosa e inovadora nesses campos de estudo, professor de linguística e literatura em Paris viii, foi um dos fundadores do Centro Experimental de Vincennes e promoveu uma linha de trabalhos desenvolvida como “Disciplinas do Sentido” na Escola Doutoral. Dentre suas maiores contribuições no domínio da tradução, salienta-se a sua versão do *Antigo Testamento*, que, em seu labor de mestre, converte-se não apenas em um terreno de experimentação, como em uma rica seara de descoberta poética.”

Estou bastante curiosa e já adicionei o livro à minha lista de desejos.

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Tradcast

Posted by Érika on Jun 17, 2010 in Novidades

É com prazer que venho anunciar o lançamento do meu mais novo filho: o Tradcast – o primeiro podcast brasileiro de tradução.

A ideia original é da Cláudia Mello, que acabou convidando a mim e ao Marcelo Neves para entrar nessa barca. Topei na hora. Isso foi em 2009. O tempo passou, a gente tentou, gravou até um “episódio inicial”. Mas o projeto tão querido não engrenava. Foi para a gaveta. Por quê? Dúvidas, incertezas, ansiedade… Sabíamos(emos) que o nosso público seria(é) altamente crítico, exigente e que, apesar da necessidade existente de se falar sobre tradução, não podíamos “chover no molhado”. Trazendo para o popular: ninguém iria bater palmas para maluco dançar.

Nesse processo, fomos apurando o perfeccionismo, pensando, pensando, pensando… e não agimos.

Agora, porém, é diferente. Já lançamos, quebramos o gelo. Esse post, aliás, é para anunciar o segundo episódio \o/. Espero que nos prestigiem. Ouçam, comentem, enviem sugestões. O começo é complicado, estamos aprendendo. Eu estou bem empolgada. Tomara que vocês também fiquem.

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