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Proz Conference

Posted by Érika on Jul 9, 2012 in Novidades

Quais são os seus planos para setembro? Nada ainda? Então saiba que esse ano tem Conferência do Proz!
Nos dias 21, 22 e 23 de setembro deste ano. A inscrição antecipada (até dia 31/07) para quem não é membro pagante custa R$380,00. Sei que é um pouco salgada, mas sempre reclamamos de que não são tantos eventos de tradução assim, então vale conferir. Ah, sim, vai ser no Rio de Janeiro, em Botafogo, na Casa de Espanha.
Ficou interessado? Quer saber quem são os palestrantes?
Há mais detalhes aqui:
http://www.proz.com/conference/323

Essa é uma boa oportunidade de rever amigos, saber o que há de novo no mercado, conhecer novos colegas e establecer contatos importantes. 😉

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Legado do Obama no Brasil

Posted by Érika on Mar 22, 2011 in Esmiuçando

Hoje é terça-feira, o Obama seguiu com sua turnê visita aos países sulamericanos ontem e o “oba-Obama” ficou mais ameno. A visita, exageros à parte, tem sua relevância e deve marcar nossa história de uma forma que só o o tempo dirá. Isso não significa, porém, que não possamos – desde já – identificar melhorias e traçar metas.

Acompanhei o simpático e envolvente discurso do “Mr. President” pela Globo, observando atentamente o trabalho da Ana Vianna. A escolha de palavras, a entonação, a totalidade do conteúdo entregue… Quem assistiu sabe que foi bastante agradável, num ritmo gostoso de se ouvir. Ficou bem clara sua alta qualificação para o serviço. Assisti também, posteriormente, a interpretação de Ulisses Wehby – igualmente bem feita e boa de se acompanhar. Ambos os colegas são profissionais competentíssimos, bastante conhecidos e reconhecidos no mercado, com anos de experiência. Isso ninguém discute. É indiscutível, também, a qualidade do material recebido – que implica diretamente no trabalho final.

Já falei aqui que muito dos nossos resultados depende do material que recebemos. É como na maquiagem.  Se você tem uma mulher bonita, basta usar as técnicas nos locais adequados e você deixará a moça ainda mais bela (é lógico que é preciso investir em material de qualidade. Isso, aliás, foi discutido aqui). Agora, se a mulher em questão é desfavorecida fisicamente, não há técnica, pincéis nem argamassa que a transforme numa Gisele Bündchen. Certamente, ela ficará melhor do que antes, mas ainda pode assustar muita gente. A questão é: seu cliente vai lembrar deste “detalhe”? Tenha isso sempre em mente antes de aceitar aquele texto tribufu.

Na verdade, o que me saltou aos olhos não foi apenas a elegância de Michelle e a boa pinta de seu marido. O destaque que deve ser dado aqui é: como ele é bom orador! Frases completas, pausas inseridas no momento certo, dicção clara… O sonho de qualquer intérprete! Ah, como sofremos quando o palestrante está nervoso e sai desembalado proferindo palavras como uma metralhadora ensandecida, possuída pelo Coelho de Alice. Ou quando começa um raciocínio que se enche de parênteses abertos que nunca serão fechados porque o fio da meada ficou perdido em meio ao primeiro parêntese. Ou seria em meio ao segundo? Brasileiro é mestre nisso! Ou, ainda, quando o momento é para perguntas e o falante a ser interpretado decide fazer um comentário (outra especialidade tupiniquim).

Se você realmente deseja que sua mensagem seja ouvida e compreendida – o que seria o objetivo precípuo de quem faz um discurso, ministra um curso etc. – seja simples, objetivo, direto. Não encha seu discurso com coisas que possam ser vistas e absorvidas em um slide (números, por exemplo. Por que dizer que quatro milhões, novecentas e setenta e duas mil, duzentas e uma pessoas foram picadas pelo mosquito X enquanto que quinhentas e quarenta e quatro mil, oitocentas e vinte três pessoas foram infectadas pelo mosquito Y se isso pode ser mais rapidamente visualizado em uma tela? Se não tiver projetor disponível, que tal arredondar tais números?). De que adianta seu trabalho ser suuuuper completo com todos os dados, se você tem apenas 10 minutos para apresentá-lo? Foque no primordial, no diferencial… quem quiser mais informações, poderá receber um relatório mais completo da sua pesquisa, por exemplo.

Temos a tendência de achar que nosso trabalho/relatório/discurso é 100% relevante a todos – e daí surge a dificuldade de enxergar o que pode ser retirado para torná-lo mais leve e proveitoso para quem nos assiste. Podemos começar a exercitar isso em nossas futuras apresentações. Em vez de tentar o socar o máximo de informação possível naquele curto espaço de tempo, podemos pensar: como Obama faria? Seu público agradece.

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