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Viva São Jerônimo!

Posted by Érika on Sep 30, 2011 in A gente aprende

Para comemorar, proponho que façamos algo diferente, abramos horizontes, busquemos novos pontos de vista. Para quê? Para eu poder ter assunto para escrever aqui, ora. :D Não sou candidata a nada, mas conheçam minha proposta. ;)

Todos nós consumimos tradução. Nosso dia-a-dia está repleto de produtos, atividades, sites que precisam vir em um idioma que conheçamos. E, como todos devemos saber, é uma das profissões mais antigas do mundo (eu disse “uma das mais antigas” :P ). Só temos acesso ao grande arcabouço literário atual graças a este dileto ofício. Ou você achava que Platão escrevia em português?

O que talvez pouca gente perceba é que todos somos tradutores. Traduzimos incessantemente e nem nos damos conta. São símbolos, cores, gestos, expressões… Qual namorado/marido que, ao perguntar à namorada/esposa qual era o problema e ouvir um “nada” gelado como resposta, não pensou “ih, vem chumbo grosso aí!”? Qual mulher que, ao escutar um “minha querida” vindo de alguém que mal conhece, não entendeu que ali cabia uma penteadeira de sarcasmo e/ou falsidade? Quem nunca esteve no trânsito e avistou um amigo a certa distância e entendeu – achando até natural – quando este amigo colocou a mão fechada na orelha, apenas com o mindinho e polegar abertos? Chega a ser banal. Mas me diga uma coisa: você entendeu, pelo gesto, que o amigo vai te ligar ou quer que você ligue para ele. Você chegou a ficar preocupado com as palavras que ele balbuciava, mas que só servem para parecermos lesados (o pior é que todos nós fazemos isso, ha!)? Bom, aposto que não.

Ninguém fica se martirizando com as pequenas informações que perdemos ao longo das traduções rotineiras. E é aqui que eu queria chegar. Em vez de pensarmos “o filme é ótimo, mas a legenda estava horrível. O cara falava um monte e só aparecia uma legenda”, que tal focarmos em tudo o que conseguimos entender por causa dela? Que tal ficarmos satisfeitos em entender quando o intérprete fala “fulano abriu o paciente” e não ficarmos chocados e presos à questão do “nossa! Ele não conhece nem a palavra incisão”?

Essa é minha proposta neste dia comemorativo: não nos prendamos às perdas do movimento tradutório inerente às nossas vidas. Elas ocorrerão, mas serão uma pequena parte do processo. Vamos nos ater ao que de fato importa, ao que compreendemos e entendemos graças a ela.

Viva São Jerônimo!

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Vem 2011

Posted by Érika on Jan 10, 2011 in Novidades

Começamos mais um ano. Estou feliz. O ano já começou com trabalho. Normalmente essa época é bem tranquila e só começa a aquecer depois do carnaval (e a gente fazendo malabarismos com as contas). Portanto, é um bom sinal. :)

Como resolução de ano novo, eu prometo estar mais presente por aqui. A gente se encontra por aqui? Vou esperar. ;)

Que todos tenham um 2011 maravilhoso, de muito aprendizado, trabalho e bons clientes.

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Trabalho na terrinha

Posted by Érika on Aug 10, 2010 in Vi por aí...

Taí uma coisa que não consigo sempre: trabalhar na minha terra. Adoro juntar a fome com a vontade de comer. É trabalho, mas, ao mesmo tempo, é rever a família, relembrar minhas raízes, sentir sabores peculiares, ganhar colinho de mamãe… Ou seja, é muito mais prazer do que trabalho e ainda recebo por isso :) . E neste mês de julho deu para conciliar tudo.

Fui a Belém a passeio. Passagens compradas, programação feita (ué, ficar de bobeira no sofá da mãe também precisa ser programado, ora essa) e, quando menos espero, surge um evento, exatamente no período em que estaria por lá! É bom? Não. É ótimo! Mas acho que o melhor mesmo foi o que pude ver por lá.

Achei que ia chegar, fazer o meu trabalho, conhecer alguns colegas e me inteirar um pouco mais sobre a interpretação no Pará (acho que já disse aqui que só descobri que tinha um certo mercado de tradução e interpretação local quando vim para o Rio de Janeiro… Sim, sim, ignorância minha. *suspiro*). E para minha surpresa, foi muito mais do que isso.

O evento era o Congresso Mundial da Idea 2010, nos moldes do Fórum Social Mundial, de tamanho semelhante também (um pouco menor, mas ainda assim, bastante grande. O tema do evento, “Viva a diversidade viva”, era intensamente compartilhado.  A interação entre os mais diversos povos (índios, europeus, latino-americanos…) ocorria em palestras, oficinas, apresentações teatrais e nos SIGs (Special Interest Groups – grupos de interesse específico, que tinham um tema principal para nortear suas discussões). Fui alocada em um desses SIGs. E o tema do meu SIG era… tradução! Quatro dias interpretando sobre tradução, interculturalidade, avaliando questões e desafios do processo. Não bastasse tudo isso, ainda fui convidada a expor os desafios encontrados no meu dia a dia (o público ali presente era composto em grande parte por professores, atores, escritores etc. que usam a tradução como ferramenta em seus trabalhos – os mais variados – de inclusão social. Não era um grupo de tradutores falando sobre o tema). Ali eu me dei conta de como gosto de falar sobre a profissão que abracei (é por isso que eu tenho um blog, né? Pois é, parece óbvio, mas às vezes sou meio lerda, relevem).

É claro que nem tudo foi assim tão belo. Houve algumas dificuldades técnicas – até mesmo por conta da dimensão e da dinâmica do evento – mas os pontos positivos foram tão maiores, que não convém sequer lembrar.

Só sei que voltei deste evento motivada, feliz por ver que Belém está amplianda suas possibilidades, investindo no setor de eventos, o que vai representar melhorias na cidade e maiores possibilidades de trabalho por lá. Queria ter tido tempo e a ideia de ter registrado o evento por fotos, mas contentar-me-ei (amo mesóclises!) com o aprendizado. :)

Isso porque este seria um post curtinho… Sei…

Assim que tiver uma fotinho e a autorização de quem está nela, atualizo aqui.

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